domingo, 19 de maio de 2013

Não há garantias para o amor...





Realmente não há garantias, no entanto, há promessas,e a promessa que está na Palavra de Deus no livro de Eclesiastes 4:9-12 (abra sua Bíblia e acompanhe), é uma Palavra mais que atual para os nossos dias, ela começa dizendo que é melhor serem dois do que um e os motivos são elencados logo depois:
      

  1. Prosperarão trabalhando juntos (v.9b: ...porque tem melhor paga do seu salário): É sabido que quando o casal está alinhado com seus objetivos eles conseguem conquistar muito mais coisas, porque trabalham juntos e em comum acordo estão dispostos a fazer sacrifícios e esperar, ações ambas necessárias, para alcançar aquilo que é realmente importante para a família;
  2.  Têm cuidado um com o outro (v.10: se um cair, o outro levanta o seu companheiro): Deus nos diz que quando o casal se une, com a benção dele, torna-se uma só carne, dessa forma, o que aflige um, aflige o outro, e os dois se cuidando sofrem menos porque se recuperam mais rápido;
  3. Emocionalmente sadios (v.11: ...eles se aquentarão): Quem não gosta de carinho, afeto, atenção? Principalmente o casal. A Palavra de Deus incentiva que o casal se toque, esteja mais próximo, sinta prazer, porque sabe que isso faz bem a carne e por conseqüência a mente, simplesmente porque se sentir querido e desejado, invariavelmente, nos dá mais segurança. Nos dias de hoje, se déssemos tanta atenção ao nosso cônjuge quanto damos ao nosso celular top de linha, haveria menos relacionamentos desfeitos;
  4. Serão mais fortes (v.12: se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão...): embora o versículo dispense comentários, é bom ressaltar que quando o casal está unido, com o mesmo entendimento, mesmos objetivos, amadurecendo juntos, não importam as mazelas da vida, pessoas maledicentes, falta de dinheiro, doença, eles resistirão, porque um se fortalece no outro e juntos são vencedores.

Mas o versículo 12 fecha com algo imprescindível para que tudo isso aconteça, ele diz que o cordão de 3 dobras não se arrebenta com facilidade, esse cordão é representado pelo casal e DEUS. O casal precisa permitir que Êle se faça presente para conseguir êxito nessa promessa.

Muitas pessoas hoje em dia (e desde os tempos bíblicos) tentam resolver as coisas com suas próprias forças, baseado em seus próprios valores, nem imaginam (e nem reconhecem) que quando fazemos isso, também estamos sendo influenciados pelos nossos bloqueios, traumas, mágoas, e nem sequer nos damos conta disso e quando alguém nos diz algo estamos prontos a responder: “Mas e você?” Chamamo-nos de hipócritas pois, eventualmente, não enxergamos o que eles nos falam, na vida deles, infelizmente esquecemos que a “vida deles” deveria também ser a nossa, já que estamos ou pretendemos estar uma vida inteira com a pessoa. Somos todos falhos, e Deus nesta Palavra quer nos mostrar justamente isso. Se insistirmos em nossas individualidades, fazendo prevalecer nossas vontades materiais; cuidando apenas de sim e esquecendo-se do outro; se apartando deixando de dar atenção, carinho, afeto e se negando a tomar os “remédios” necessários para restabelecer a saúde emocional; estar pronto a defender os outros e ficando contra quem diz amar, sabotando-se, é pouco provavél que tenhamos uma família forte.

É ... realmente quando assim agimos não estamos de acordo com o que Deus nos desejava e alertava nesses versículos. E assim agimos, muitas vezes, porque temos medo, medo da dor, porque mudar exige sacrifício, passar pelo deserto, e não são todas as pessoas que estão dispostas a isso. E nesse caso sim, eu concordo que o medo é um dos piores inimigos do amor e da felicidade.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013




Bullyng Familiar


Taí...se alguém me dissesse eu não acreditaria, mas após algumas situações que tenho presenciado ao longo da minha vida, percebi que essa prática remonta aos primórdios da civilização, porque sempre esteve permeando as relações familiares.
Encontramos o “modus operandi” nas mais diversas situações no seio familiar:
-> podem ser os pais que insistentemente chama o filho de burro, imprestável, vagabundo, ou ainda, que a dita prole não virará nada nesse mundão de meu Deus, e dessa forma vão solidificando na mente imatura e fértil a convicção que sua natureza é fazer a coisa errada mesmo e o mundo que se exploda (de preferência com os pais dentro, é claro);
-> pode ser aquele tio pseudo bonachão que não perde a oportunidade de provocar, tirar um sarro ou fazer aquela brincadeirinha “inocente” de mau gosto, sem graça, mas com um toque ácido e infeliz;
-> são os avós saudosistas do tempo que era possível colocar a cadeira de balanço na calçada para conversar com os amigos e que agora com o aumento da criminalidade e com a mente alimentada por programas sensacionalistas de crimes, escândalos, só vêem desgraça e infortúnio em qualquer coisa que a juventude faça, e acham que mantendo-os “encarcerados” em casa conseguirão evitar o desencaminhar nas suas vidas.
Mal sabem eles que a única coisa que conseguirão é alimentar uma insatisfação e revolta contra tudo e todos, revolta essa que aliada a imaturidade própria da juventude, poderá provocar, na primeira oportunidade de liberdade, reações impensadas, impulsivas e, na mente deles, de protesto. Infelizmente, os maiores prejudicados serão eles mesmos.
O fato é que, apesar de haver uma crescente alfabetização da população, um aumento das pessoas letradas, os “adultos”, com suas vidas corridas, estão tendo cada vez menos tempo para dialogar com seus jovens, preferem barganhar, fazer negociações materiais em troca de carinho e pseuda educação e comportamento “aceitável”. É muito mais fácil fazer isso do que a “imensa e trabalhosa” arte de dialogar.  É bem certo que estamos repetindo esse ciclo a várias gerações, e os adultos de hoje não conseguem dialogar, simplesmente porque não sabem fazê-lo, não foram educados para isso, e os que tentam, exageram nas concessões tendo sérias dificuldades para impor limites a posteriori. Alguns ainda insistem em dizer: “Eu canso de falar as coisas para esse menino!!”........essa frase me lembra uma pequena estória:
“Certa vez um professor, ministrava mais uma de suas aulas, quando em dado momento, um o interpelou questionando-o sobre o que acabara de explicar. O professor com ar de indignado, repetiu a informação, agora com mais ênfase, para ter certeza que o aluno ouvisse bem. Ao terminar, indagou ao aluno se havia entendido. O aluno calmamente respondeu:
- Professor, não adiantou o senhor explicar da mesma forma, mesmo que em tom mais alto, afinal, o meu problema não é de audição, o que eu disse é que não havia entendido, e ao repetir a informação igualmente, de nada ajudou em meu esclarecimento, dessa forma, preciso dizer, ainda não entendi.”
Você já deve ter entendido, a “moral” da estória, não é mesmo?! De nada adiantar ficar repetindo e nem GRITANDO as mesmas coisas para seus jovens, é preciso mudar a forma, o contexto, explicar de uma maneira diferente, e PRINCIPALMENTE dando exemplo. 
Invariavelmente esquecemos que aquele pirralho(a)..cresce...não apenas na sua estatura ou encorpamento, mas também na sua mente, e não raro numa velocidade que custamos a acreditar...tudo depende da motivação certa. E é bem certo que a motivação correta não é a ladainha "bullyngnesca" de sempre, que só provoca mais revolta e tristeza e ainda deixa marcas que não vemos a olho nu, mas as palavras que levem a reflexão e principalmente dando o exemplo, do contrário, crescemos repetindo ciclos de agressão e nem nos damos conta disso, acabando por desgraçar a vida de outras pessoas. E ainda tem gente que não entende porque sua família não é harmônica, porque os filhos são assim ou assados, ou ainda porque tantos familiares querem nos fritar e queimar com seus comentários infelizes.
A solução?! Com certeza não é descontar a próprias frustrações em seus filhos, sobrinhos ou netos, mas colocar o orgulho de lado e se conscientizarem que precisam de ajuda para crescerem na matéria de diálogo, resolvendo seus próprios traumas e bloqueios, sendo através de uma terapia, no campo espiritual ou qualquer outra ajuda construtiva que possam encontrar, oportunizando dessa forma o crescimento de uma juventude sadia para as próximas gerações.