sábado, 24 de dezembro de 2011

Pensando em nossas escolhas, nas Boas Festas!!!



“Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se  você é  rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. E realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. “
Trecho  extraído do livro Marley & Eu
Logo estaremos festejando ao lado de nossos entes queridos, amigos e familiares, mais uma data natalina. Data essa que invocamos o amor, a compreensão, o perdão e a união dos povos em torno de um mesmo sentimento.
Não tardará e estaremos também, no ano vindouro, renovando nossas metas, esperanças, certos de termos dias melhores, promissores, alcançando nossos sonhos e desejos.
É importante que tenhamos todas essas intenções, no entanto, mais importante do que isso é fazermos as escolhas certas para que as intenções se transformem em realidade. Afinal, quantas metas você não conseguiu manter nem ao menos no primeiro mês de 2011? Quantos perdões solicitados e quantas agressões feitas às vezes para as mesmas pessoas, quanta indiferença para o próximo, quando não raras vezes para o mais próximo, cônjuge, filhos. Quantos julgamentos feitos em nosso local de trabalho apenas de ouvir falar, sem evidências, por comentários de pessoas mal amadas, infelizes, mesquinhas, e pior ainda que os comentários é darmos ouvidos e ainda acreditarmos sem trazer a luz da verdade, confrontando, confirmando. Quantas atitudes imaturas para satisfação do ego infantil e mimado ou para saciar a necessidade de poder? Quantos sacrifícios em nossas vidas, nossa saúde financeira, em prol das aparências, apenas para aparecer bem, estar na moda, ter o último modelo de carango, ou ter a mais nova engenhoca tecnológica.
Como diz o trecho do livro, temos dificuldades para descobrir o que realmente importa, e isso só acontece porque não temos certeza de nossos valores, emprestamos os valores do senso comum, da instituição, dos nossos colegas e amigos, aqueles que achamos lindos, ou aqueles que se dissermos que não temos “vai pegar mal”. Mais o fato é: Você sabe realmente quais são os seus valores? Consegue escrevê-los num pedaço de papel? Se conseguir, ponto para você, já está a meio caminho de fazer escolhas mais estruturadas. Mas se não souber, como espera que suas escolhas te ajudem a alcançar suas metas, desejos e sonhos? Não se assuste se chegar no meio do ano e se encontrar completamente perdido, dominado pelo “batidão”, pela rotina.
Somos assim, gente, pessoas, seres humanos, universo em conflito, caos emocional, montanha russa de sentimentos, e só conseguiremos sobreviver a isso e não destruirmos as pessoas que nos cercam se começarmos a nos conhecer. Para aqueles pragmáticos, tecnicistas, toda essa conversa vai parecer um conto de fábulas com uma pitada de auto-ajuda, mas é de se esperar, via de regra, todos os que temem se olhar no espelho dizem a mesma coisa.
O meu desejo para você nessas festas que estamos prestes a nos empaturrar, é que além disso nós exercitemos traços da personalidade Marley, procurando ver as pessoas como elas realmente são por dentro, e isso só acontecerá se estivermos dispostos a nos importarmos verdadeiramente com elas, mas se por acaso você não estiver afim, pelo menos não incomode; cultive pessoas por uma amizade legítima, e não por conveniência ou conivência; tente realizações que não envolvam a simples aquisição de um bem, mas que te melhore como pessoa.
Procure ser o melhor para você mesmo e para os outros.
São os meus votos!
Feliz Natal e um abençoado Ano Novo!!
Sandro Añez de Almeida

domingo, 13 de março de 2011

Quais são nossos valores?

Já houve momentos em que me perguntava  o motivo de fracassar em algumas áreas da minha vida, o porquê de ciclicamente eu me ver em situações que eu não gostaria de estar, ou então me questionar a razão pela qual os acontecimentos não eram de acordo com aquilo que desejei ou idealizei.
Bem, posso ver hoje com bastante clareza que minhas escolhas e atitudes, assim como de todo mundo, passam pelo filtro de nossos valores, daquilo que efetivamente damos importância em nossas vidas.
Acho interessante que algumas pessoas adquirem um nível de vida ou posição financeira que lhes permite “aproveitar a vida”, só que esquecem que os cães famintos rodeiam as mesas de fartura. Uma posição social, financeira ou de poder, sempre desperta invejas, maledicências, ganância, corrupção, etc. Essas vis criaturas, tentam nos arrastar para toda sorte (ou azar) de “diversões” com a desculpa de aproveitar a vida. E nossa imaturidade nos impede de perceber a areia movediça no próximo passo.
O que acho mais interessante é que essas mesmas posições que tanto nos fazem sofrer que acabamos ciclando-as em nossas vidas, simplesmente porque os nossos valores estão pautadas nelas. Seja porque fomos ensinados assim ou somos levados a internalizar esses valores pressionados por uma sociedade que nos pressiona a adotá-las.
Ficamos então numa busca incessante de um ideal que não existe, simplesmente porque em nosso mundo é pouco provável que consigamos nossos sonhos de conto de fadas, do cavaleiro (culto, parceiro, amoroso, e bem de vida, e é claro com o cavalo branco), porque as pessoas que atingem altas posições são levadas a uma vida de conivências e conveniências, pelo simples motivo de terem esquecido do que realmente importa: a felicidade. Vivem a realidade de uma felicidade de papel pautada na boa situação financeira ou status social. Qualquer  pequeno e leve corte ou brisa pode levar a ruína.
Ainda ouço muitas pessoas dizerem que “ninguém vive de brisa”, ou ainda “preciso de alguém do meu nível”. É certo que o jugo desigual não é bom, e até mesmo a Bíblia adverte sobre isso, no entanto, pautar a felicidade nessas questões efêmeras e materiais, é matar toda expectativa de futuro de uma promissora felicidade que se esconde num pequeno pedaço de carvão (que com o tempo certo se transforma em diamante). Enquanto condicionarmos a nossa felicidade à opinião da sociedade ou da conta bancária ou ainda de um cargo, estamos fadados a fracassar em nossos relacionamentos.
Oh! Não, não! Não sou contra o progresso material, pelo contrário ele é bom, facilita bastante a vida, e mais...particularmente estou batalhando muito por ele. Sou contra "sine qua nonizar" materialmente a nossa felicidade.
Devemos nos perguntar a nós mesmos:
QUAL A BASE DE NOSSOS VALORES? O QUE REALMENTE IMPORTA PARA NOSSA FELICIDADE?
Você pode se assustar com a resposta que vai obter, e as vezes não acreditar na mesquinhez e pequenez de nosso ser, então terá duas alternativas, continuar arraigado nos mesmos valores, e nesse caso desejo-te boa sorte, ou então, resignificar e descobrir o que realmente é duradouro e importante  pra sua vida...não é uma tarefa fácil e muitas vezes precisamos de ajuda, mas com empenho, desprendimento e principalmente amor (próprio e de um outro alguém)...sempre conseguimos...